Biblioteca Pública e mídias sociais

Milhões de pessoas fazem uso das mídias sociais como parte de sua vida cotidiana. Neste contexto, segundo o relatório “The State of America’s Libraries 2012“, elaborado pela American Library Association (ALA), as mídias sociais estão influenciando diretamente as Bibliotecas Públicas. Nessa pesquisa, estatísticas mostram que 68.3% das Bibliotecas Públicas americanas usam frequentemente o Facebook para atualizar os perfis de seus usuários e como meio de divulgação de eventos e atividades, 39.2% usa Twitter, 34.3% possui um blog e 29.2% mantêm compartilhamento de fotos com algum tipo de serviço online (como Flickr). Nos dados gerais, vídeos (Youtube) aparecem entre as quatro ferramentas mais utilizadas.

No Brasil, dados da Pesquisa sobre o uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação, “TIC Domicílios e Empresas 2011“, promovida pelo Comitê Gestor da Internet (CGI.br), indicam que o usuário da Internet no Brasil aproveita a rede para comunicação,  busca de informações e lazer. Dentro desse quadro, os principais usos estão relacionados às atividades de comunicação: enviar e receber e-mail (78%), enviar mensagens instantâneas (72%), participar de sites de relacionamento (69%),  uso de microblog como, por exemplo, Twitter (22%) e atualização de blogs ou sites (15%). Entre as atividades de lazer mais realizadas: assistir filmes ou vídeos em sites como o YouTube (58%).

Todos estes dados reforçam o importante papel do uso de mídias sociais como ferramentas para comunicação de conteúdos (textos, imagens, áudios, vídeos, etc.), perfis e opiniões; consequentemente, entendemos que seu maior atributo é facilitar a criação de uma rede entre a biblioteca e sua comunidade de usuários. Para refletir sobre o assunto, ao criar uma conta em uma das redes sociais, considere os seguintes aspectos:

  1. A Biblioteca Pública precisa criar identidade digital para interagir nas redes sociais. Comece de maneira simples, escolha uma ferramenta de mídia social (Facebook, Twitter, blog etc.) para compreender seu mecanismo e criar o hábito de uso, depois experimente outras mídias. No entanto, para conseguir uso eficaz, essa atividade dever ser contínua e mantida por uma pessoa dedicada ao serviço de referência em mídias sociais.
  2. As redes sociais promovem interação entre pessoas e grupo de pessoas, atue com seus usuários reais e cative usuários em potencial. Lembre que nas redes sociais é comum oferecer e pedir ajuda. Tente criar para biblioteca um perfil vivo e dinâmico, interagindo com seus usuários e respondendo as perguntas mais comuns que aparecem nas mídias: O que está acontecendo? O que está fazendo? O que está pensando?
  3. Abra espaço de comunicação para interagir com a história do usuário e permitir que a Biblioteca Pública conte sua própria história.
  4. Provoque interações entre os usuários, criando círculos de afinidade e mostre as pessoas o que elas têm em comum.
  5. Divulgue conteúdos positivos, informativos, curiosos ou interessantes, essas informações normalmente são compartilhadas mais vezes. Para entender o impacto dessas mídias veja abaixo o vídeo “Poder do Curtir”, desenvolvido pela organização Médicos Sem Fronteiras, que explica o mecanismo, a força e a dimensão construtiva da informação em rede. Este modelo de mobilização online é também referência para ações em defesa das Bibliotecas Públicas, como o Movimento Advocacy. Se você quer engajar pessoas que acreditam na importância da Biblioteca Pública, use o seu “poder do curtir”.
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